O trabalho na produção é cada vez mais stressante. As tarefas a desempenhar requerem cada vez mais rapidez e os produtos são mais diversificados. Ao mesmo tempo, é necessário produzir uma maior quantidade de bens para abastecer adequadamente a crescente população mundial. Os robots e cobots podem ser uma valiosa ajuda para aliviar os trabalhadores das tarefas pesadas. Se o robot procurar as soluções às suas próprias tarefas e sabe o que a pessoa fará em seguida, poderá ajudá-lo da melhor maneira possível colaborando com ele de maneira segura.
Os sistemas autónomos são cada vez mais importantes quando se trata de tarefas demasiado perigosas, difíceis ou monótonas para as pessoas. Os sistemas reagem aos acontecimentos à sua volta e tomam a decisão certa: percebem, aprendem, pensam e agem de forma autoconsciente e reagem de forma inteligente às mudanças inesperadas ao seu redor.
Os sistemas autónomos também representam um grande potencial para a robótica colaborativa. Por exemplo, a partir da experiência adquirida durante a sua formação, podem prever o que o trabalhador fará em seguida, podendo assim controlar os seus movimentos. Esta previsão do movimento faz com que a colaboração seja mais segura e eficaz.
Se um robot autónomo conhece o estado final desejado, também pode deduzir, graças aos correspondentes algoritmos adequados da inteligência artificial (IA), todas as etapas de trabalho necessárias para resolver a tarefa por si mesmo. Além do reforço da aprendizagem, também utilizamos a inteligência artificial bioinspirada: esta IA eficiente e especializada baseia-se na inteligência das formigas, abelhas e outros insetos.
Para permitir estas e outras capacidades inteligentes dos robots, como o embalamento de caixas ou a estimativa do peso, é possível ensinar a IA através de conjuntos de dados gerados virtualmente. Também se utiliza a aprendizagem Sim2Real Learning, que consiste na aprendizagem através de simulações ou em sistemas híbridos e na execução do que foi aprendido no robot real.