Um eletricista com qualificação adicional em alta tensão necessita de várias horas para desmontar completamente uma bateria de um veículo elétrico. "Um tempo que as empresas de reciclagem não têm, face à escassez de pessoal qualificado e aos milhões de baterias usadas previstas para os próximos anos", sublinha Viktor Bayrhof, Product Manager na Liebherr-Verzahntechnik em Kempten.

Todos os parafusos sob controlo

Por este motivo, a Liebherr desenvolveu uma desmontagem robotizada capaz de lidar com a habitual mistura heterogénea de parafusos, sejam eles Torx ou sextavados. Para o efeito, o sistema de desaparafusamento automatizado "LHDismantle" possui um trocador de ferramentas automático integrado e elimina os parafusos através de uma pinça Pick ou por aspiração.

"Neste processo, os operadores do sistema nem precisam de possuir conhecimentos em robótica ou automação, uma vez que a operação da instalação não requer conhecimentos em programação ou ensino", explica Daniel Reischmann, das vendas técnicas de automação para eletromobilidade na Liebherr. A empresa pode integrar a célula robotizada como parte de um sistema para a desmontagem completa dos componentes de um conjunto de baterias.

Controlo de força exato em qualquer posição

Com o regulador de posicionamento servo pneumático CMAD, as pinças robóticas podem exercer uma força específica com uma precisão de 0,2 mm, tanto na horizontal como na vertical. Graças à deteção de posição integrada no espaço, o regulador de posicionamento CMAD consegue manter uma força constante, mesmo que a posição espacial se altere. A Liebherr beneficia desta característica no LHDismantle, uma vez que os parafusos da bateria de um veículo encontram-se não só na vertical, como também na horizontal. No futuro, esta solução permitirá também a automação de outros processos de aparafusamento, por exemplo, no âmbito da desmontagem de veículos completa.

Os atuadores pneumáticos são particularmente populares para utilização em robôs e no front-end. Com o seu baixo peso combinado com uma elevada densidade de potência, estes componentes são ideais para aplicações End-of-Arm. O que limitava a utilização de atuadores pneumáticos até agora era o facto de apenas poderem ser operados em malha aberta (open-loop). O CMAD, com as suas válvulas piezoelétricas, até consegue operar atuadores pneumáticos de forma controlada.

Desta forma, apresenta as características de regulação de posicionamento de um sistema elétrico, mas com um peso muito inferior. As válvulas piezoelétricas podem ser operadas tanto no modo de regulação do posicionamento como no modo de regulação da força. O regulador de posicionamento CMAD é acompanhado pela válvula reguladora de pressão proporcional VEAB, com a sua capacidade de regulação precisa em caudais reduzidos, pelo terminal de válvulas flexível VTUX, bem como por diversos atuadores pneumáticos.

Testes valiosos no Festo Experience Center

"O desenvolvimento do regulador de posicionamento CMAD surgiu no momento exato, permitindo-nos prescindir do sistema de visão utilizado até então – que nem sempre era fiável – no aperfeiçoamento do sistema", explicou Jan Pollmann, Head of Development na Liebherr. "O apoio dos especialistas do Festo Experience Center (FEC) Esslingen foi fundamental, pois permitiu-nos testar exaustivamente a solução planeada."


Seamless Automation

Através da combinação de automação pneumática e elétrica, oferecemos o portfólio mais vasto de hardware, software e IA para atender a qualquer necessidade de movimento industrial. A nossa arquitetura de sistema aberta garante a interação de componentes individuais em sistemas da Festo e de terceiros. A nossa Digital Experience oferece suporte, desde o design, passando pela operação até à manutenção, ao longo de todo o projeto. Complementamos a nossa tecnologia com uma oferta de formação abrangente que o apoia em cada etapa.​

A Best Fit in Automation. É a Seamless Automation da Festo.

Saiba mais

Com a utilização do sistema automatizado LHDismantle da Liebherr, as empresas de reciclagem de baterias estão devidamente preparadas para o futuro, num cenário de extrema urgência: até 2030, prevê-se que a quantidade de baterias usadas de veículos elétricos na UE aumente mais de dez vezes. Desta forma, torna-se possível recuperar matérias-primas valiosas como o lítio, o cobalto e o níquel, permitindo aos fabricantes de veículos elétricos cumprir as quotas de reciclagem exigidas pela UE com custos aceitáveis, graças à automação.